A ”nuvem humana”: a nova (e mais barata) forma de pensar em serviços

A computação em nuvem e a mobilidade, novidades que a tecnologia trouxe para o mundo dos negócios neste início de século parecem estar se tornando os principais alicerces da chamada transformação digital. Este conceito, ainda polêmico e sem consenso entre executivos e empreendedores, envolve transformações que vão além da automatização de processos.

Muito além do seu irmão mais velho, o e-commerce, e muito mais que o marketing digital, a transformação digital permite a criação de novos modelos de negócios que trazem produtos cada vez mais “tecnológicos” que prometem transformar de forma definitiva as relações entre as empresas, seus funcionários e seus clientes.

Da mesma forma que a máquina a vapor,  no século XIX, viabilizou e motivou a revolução industrial, a transformação digital certamente trará impactos importantíssimos em todos os ramos de negócios. Mas poucas áreas terão mudanças tão expressivas quanto aquelas relacionadas à serviços de uma forma geral, principalmente os profissionais.

Novos modelos de negócio revolucionam os setores onde atuam. O Uber mudou o segmento de mobilidade pessoal ponto a ponto, antes, privilégio dos táxis urbanos, com serviços melhores e mais baratos. O Airbnb, chacoalhando um setor que há muito parecia estabilizado e sem grandes mudanças. Outras com a LendingTree nos Estados Unidos estão mudando a forma e a relação entre pessoas e instituições financeiras no que tange a modelos de fornecimento de empréstimos.  Até o aparentemente ingênuo do Whatsapp muda a forma como as pessoas, empresas e até famílias se comunicam e quebram as estruturas, até outro dia indestrutíveis, das empresas de telecomunicação.

E o nosso mercado de consultoria?  Será que este também irá ser transformado?  Não tenho dúvida nenhuma.  E vai levar muito menos tempo do que se imagina, apesar de algumas objeções que tenho escutado. Consultoria é um mercado cuja base é a disseminação de conhecimento e experiência. Muitos dizem que os serviços de consultoria através da chamada “nuvem humana” (human cloud), é iniciativa que já nasce morta, principalmente no Brasil, porque as pessoas aqui querem o olho no olho, o cafezinho. O relacionamento cria a confiança necessária.  É uma meia verdade!

Imagine que o Uber é uma plataforma onde pedimos um veículo que não conhecemos com um estranho como motorista para nos buscar muitas vezes em nossa casa. Pedimos às vezes para levar nossos filhos na escola. Enfim, porque a gente confia no Uber. A segurança da plataforma, a certificação dos motoristas, a reputação e outras credenciais que estão por trás do aplicativo garantem que a instituição é confiável. O resto é referenciabilidade.

O conceito da transformação digital leva o serviço de consultoria a um outro nível de eficácia e custo/benefício.  É uma plataforma colaborativa que reúne clientes, especialistas e consultores certificados e metodologias comprovadas conectados em uma “nuvem humana” de competências e demandas onde projetos podem ser especificados, gerenciados e entregues de maneira racional, personalizada e sob demanda. A racionalização trazida pela plataforma pode ser transferida ao cliente final, levando a custos bem mais acessíveis com nenhuma perda de qualidade. Existe, sim, quebras de paradigmas, mas como tudo neste novo ambiente, é uma questão de pouco tempo. Os serviços na medida certa e a preços convidativos certamente compensarão. Aguardem, em breve, traremos novidades!

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside/webinside

ERP na nuvem: como decidir pela mudança

Os sistemas de gestão empresarial (conhecidos como ERP) estão entre os mais relevantes tópicos dos negócios da atualidade pelo fato de conectarem as organizações com fontes de dados e processos estratégicos a fim de mantê-la competitiva. O outro lado da moeda, entretanto, é que eles podem dificultar a inovação e prejudicam a agilidade.

Nos tempos modernos, que predominam as transformações digitais e nuvem, os usuários de ERP enfrentam um dilema: a difícil decisão entre abandonar seu sistema de tradicional e migrar para a nuvem, ou manter tudo como está.

As dúvidas são comuns entre os tomadores de decisões. Seguir adiante em busca de inovações com melhores extensões? Ou começar novamente, criando uma nova arquitetura para as principais iniciativas no mundo digital? Independentemente da decisão, estas opções terão um impacto em cada empresa, de acordo com sua estratégia de mercado.

Como definir o melhor caminho? Ainda que dependa de diversos fatores, sendo que um deles se destaca. Trata-se da velocidade das mudanças – tanto da sua própria empresa, quanto do setor em que atua .

Essas ambições exigem mudanças rápidas no modelo e a opção é clara: começar imediatamente a construir uma nova arquitetura. Por outro lado, se seus negócios são estáveis e a a principal necessidade é a eficiência operacional, não é problema continuar no modelo tradicional um pouco mais.

As empresas que atuam nos setores de telecomunicações, bancos, hotelaria, saúde, educação, tecnologia e varejo – todas afetadas pelas inovações digitais – devem mudar com rapidez. O sucesso ou a sobrevivência requerem transformações essenciais para apoiar novos consumidores, canais, serviços, modelos de faturamento, KPIs,…… E, os sistemas e processos de hoje são um obstáculo para esse movimento.

Mas nem sempre a mudança é conduzida por fatores externos. Alguns requisitos internos podem influenciar os modelos de negócios de certas indústrias adjacentes, como por exemplo, as empresas de telecomunicações estão se movendo para o setor de segurança para o lar com serviços de monitoramento). Nesses casos, existem duas opções: a renovação do ERP com novas divisões ou existentes – modernização divisional do ERP no modelo apresentado anteriormente – ou iniciar uma transformação mais ampla com uma renovação completa de sistemas e processos.

O melhor caminho depende da capacidade que a empresa tem para mudar. Se a sua cultura e seus líderes são abertos às mudanças, você deveria realizá-la em sua essência, pois é a trilha mais ágil para acelerar a transformação em escala.

Por outro lado, empresas de setores relativamente estáveis – serviços, produtos químicos, setor público e de manufatura, por exemplo, podem conduzir esse processo por meio de melhorias progressivas. Para tanto, o mais simples é a evolução do ERP. É possível otimizar seus investimentos com a redução de custos específicos (excelência operacional, no modelo anterior) ou realizar melhorias na entrega comercial, com extensões otimizadas (inovação no limite). Em muitos casos, ambas deverão ser realizadas. A estratégia é aproveitar os ativos e obter lucros incrementais em termos de redução de custos.

Para as empresas que optam por uma renovação completa, a solução de ERP em nuvem oferece uma plataforma ágil, início rápido, avanços na gestão, redução de custos e relatórios e análises aprimoradas. Por experiência, a melhor abordagem é mudar os processos atuais para a nuvem, passo a passo, em sequências rápidas de 90 dias.

As empresas que optarem pela otimização de seus sistemas, existe a possibilidade de ampliar as principais capacidades ERP locais com extensões de alto valor, como aplicativos avançados de relatórios, planejamento e orçamento, suprimento, gestão de talentos e outras. Este modelo híbrido ajuda a alcançar o mais baixo custo de propriedade por meio dos serviços gerenciados na nuvem e infraestrutura convergente.

Em resumo: a mudança não está chegando, ela já chegou.

Fonte: http://www.baguete.com.br/

ABNT normatiza computação em nuvem

Entrou em vigor no último dia 7, a norma ABNT NBR ISO/IEC 17788:2015, que fornece uma visão geral sobre a computação em nuvem, assim como um conjunto de termos e definições sobre o tema. Trata-se da versão em português de um trabalho realizado em cooperação entre a International Telecommunication Union (ITU), que coordena padrões internacionais para telecomunicações, e a International Organization for Standardization (ISO), uma organização internacional para padronização.

No Brasil, esse trabalho ficou a cargo de equipes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Serpro e Anatel, que trabalharam juntas por cerca de dois anos.

Luiz Guilherme Aldabalde, analista da coordenação de Tecnologia do Serpro que participou das discussões sobre a norma, explica que a criação desse documento estabelece uma referência para definição sobre o escopo e a aplicação da computação em nuvem, auxiliando o desenvolvimento dos mercados nacionais de TI e servindo de apoio às agências reguladoras. “Toda vez que se estabelece um padrão sobre uma tecnologia fica mais fácil entender o assunto, avaliar as diferenças entre fornecedores e propor melhorias. Isso significa que uma norma passa a ser uma referência para aquisição ou elaboração de algum produto e para diferenciação entre os diversos fornecedores relacionados ao segmento”, avalia.

Aldabalde destaca que a participação do Brasil na elaboração de uma norma internacional desde seu início é um fato inédito, cujo mérito deve ser dedicado à ABNT como coordenadora do grupo nacional. “Nós do Serpro participamos deste trabalho desde o princípio, quando ainda estavam sendo iniciadas as atividades na ISO. Podemos dizer, sem sombra de dúvida, que o país teve uma participação efetiva na elaboração desta norma, analisando os documentos enviados, propondo novas definições, solicitando correções e tendo seu trabalho reconhecido através da incorporação das diversas contribuições apresentadas”, acrescenta o analista.

Arquitetura

Esta primeira norma é um conjunto de termos e definições que formam uma base para a elaboração da Arquitetura de Referência para Computação em Nuvem, uma segunda norma internacional sobre o tema, cujo trabalho de tradução já foi iniciado pela ABNT e deve ser concluído ainda em 2016. A proposição de uma Arquitetura de Referência para Computação em Nuvem, completa Aldabalde, permitirá a compreensão dos diversos elementos que compõem uma solução e como esses elementos interagem entre si, dando ainda mais clareza ao mercado de computação em nuvem.

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside

As dez principais tendências de business intelligence para 2016

O ano de 2015 trouxe mudanças significativas para o mundo do business intelligence (BI). Mais organizações abriram o acesso aos dados para seus funcionários e mais pessoas começaram a ver os dados como uma ferramenta importante para realizar seu trabalho.

As regras do BI estão evoluindo, e isso vem causando uma grande mudança cultural em alguns locais de trabalho, não só pela velocidade dos avanços tecnológicos, mas também por novas técnicas para extrair valor dos dados.

Todos os anos, na Tableau, paramos para conversar sobre o que está acontecendo de interessante no setor. Essa discussão é o fio condutor da nossa lista das principais tendências de BI para o ano seguinte. Veja as nossas previsões para 2016.

O início de uma grande amizade entre a governança e a análise de autoatendimento.

Para muitas pessoas, a governança e a análise de autoatendimento são inimigas naturais. Talvez seja por isso que vê-las andando de mãos dadas cause tanta surpresa. A guerra acabou e a lacuna cultural entre empresas e tecnologia está diminuindo. As organizações já sabem que a governança de dados, quando feita corretamente, pode incentivar uma cultura de análise e atender às necessidades dos negócios. As pessoas ficam mais propensas a analisar seus dados quando têm fontes de dados centralizadas, organizadas e rápidas; e quando sabem que alguém (equipe de TI) está cuidando da segurança e do desempenho.

A análise visual se torna um idioma comum.

Os dados estão mudando a forma de conversar – em salas de reuniões, na mídia e nas mídias sociais. As pessoas estão visualizando dados para responder a perguntas, descobrir informações úteis e compartilhar histórias com profissionais de todas as áreas, especialistas em dados ou não. Com o aumento da utilização dos dados, cada vez mais pessoas recorrerão a eles para responder a perguntas profissionais e pessoais. Da mesma forma, os empregadores buscarão pessoas que possam analisar os dados com uma visão crítica. A análise visual será o idioma que permitirá às pessoas descobrir informações úteis com rapidez, colaborar de forma significativa e criar uma comunidade voltada para os dados.

Os produtos de análise de dados estão mais democráticos.

As ferramentas de análise de autoatendimento mudaram permanentemente as expectativas. Em 2016, as pessoas buscarão autonomia no fluxo da análise de dados, especialmente com a chegada de mais membros da geração Y ao mercado de trabalho. Se quiserem continuar dinâmicos, os usuários corporativos devem ser capazes de manipular determinados dados instantaneamente. E é por isso que a demanda por ferramentas de preparação de dados de autoatendimento, e até mesmo por data warehouses de autoatendimento, crescerá como uma extensão natural desse tipo de análise. Essa democratização permitirá que as pessoas respondam rapidamente às mudanças de prioridades.

A integração de dados está ainda mais emocionante.

Atualmente, muitas empresas precisam de análises ágeis. Elas querem enviar os dados certos para as pessoas certas, rapidamente. Esse não é um desafio simples, porque os dados geralmente estão armazenados em vários lugares diferentes. Trabalhar com diversas fontes de dados pode ser tedioso, impossível ou ambos. Em 2016, veremos muitos concorrentes novos na área de integração de dados. Com o aumento da oferta de ferramentas sofisticadas e o surgimento de novas fontes de dados, as empresas desistirão de tentar reunir cada byte de dados no mesmo lugar. Os exploradores de dados se conectarão a cada conjunto de dados em seus respectivos armazenamentos, usando métodos e ferramentas mais ágeis para fazer as combinações ou uniões necessárias.

Análises avançadas não são mais apenas para analistas.

Em todas as áreas das empresas, mesmo os profissionais que não são analistas estão cada vez mais exigentes. Eles querem fazer mais do que um gráfico com seus dados. Buscam uma experiência de análise mais significativa e aprofundada. As organizações adotarão plataformas que permitem aos usuários utilizar estatísticas, fazer uma série de perguntas e continuar no fluxo de suas análises.

O armazenamento de dados e as análises na nuvem decolam.

Em 2015, as pessoas começaram a adotar a nuvem. Elas se deram conta de que colocar os dados na nuvem era fácil e extremamente escalonável. Também viram que a análise na nuvem era mais ágil. Em 2016, mais pessoas migrarão para a nuvem graças, em parte, a ferramentas que as ajudam a utilizar dados da Web. Os primeiros a adotar a nuvem já estão obtendo informações desses dados, e outras pessoas estão percebendo que deveriam fazer o mesmo. Cada vez mais empresas também usarão a análise na nuvem para explorar mais dados com mais rapidez. Esse recurso passará a ser tão importante para elas quanto qualquer outro sistema essencial da empresa.

Centros de Excelência em análise assumem um papel crucial.

Cada vez mais organizações estabelecerão um Centro de Excelência para incentivar a adoção da análise de autoatendimento. Esses centros desempenham um papel vital na implementação de uma cultura baseada em dados. Através de programas de capacitação, como fóruns on-line e sessões particulares de treinamento, os centros capacitam até mesmo profissionais de outras áreas a incorporar a análise de dados em seus processos decisórios. Ao longo do tempo, esses centros permitirão que os dados sejam a espinha dorsal de todo o fluxo de trabalho da organização.

A análise em dispositivos móveis ganha sua independência.

A análise em dispositivos móveis cresceu e saiu da casa dos pais. Ela não é mais apenas uma interface para os produtos de BI tradicionais. Em 2015, começaram a surgir produtos que, desenvolvidos com a abordagem mobile-first, ofereciam uma experiência fluida que priorizava dispositivos móveis. Trabalhar com dados em qualquer lugar deixará de ser um suplício para se tornar parte dinâmica do processo de análise. As pessoas começam a descobrir os dados da Internet das Coisas.

Tudo indica que a Internet das Coisas ganhará ainda mais terreno em 2016.

Parece que tudo terá um sensor que envia informações para a nave-mãe. Pense em todos os dados que são gerados ininterruptamente por dispositivos móveis – e isso é apenas a ponta do iceberg. À medida que o volume de dados da IoT cresce, o potencial para a descoberta de informações também aumenta. Empresas buscarão ferramentas que permitam aos usuários explorar os dados e, em seguida, compartilhar suas descobertas de forma segura, controlada e interativa.

Novas tecnologias surgem para preencher as lacunas.

Há diversas tecnologias novas em desenvolvimento no ecossistema de BI. À medida que elas chegarem ao mercado, veremos lacunas que precisarão ser preenchidas. Novas empresas surgirão para fazer exatamente isso. Aceleradores do Hadoop, integração de dados NoSQL, integração com dados da IoT, aprimoramento das mídias sociais – cada uma dessas áreas oferece uma oportunidade para o surgimento de uma nova empresa. Em 2016, essas lacunas serão cada vez mais preenchidas, resultando na consolidação do mercado. Da mesma forma, as organizações continuarão migrando de soluções únicas para adotar uma pilha de soluções abertas e flexíveis que incluam essas novas tecnologias.

Ellie Fields, vice-presidente de marketing de produtos da Tableau.

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside

Nuvem e aplicações: o fim do caos

O WhatsApp é uma aplicação. O Microsoft Office 365 é uma aplicação. O sistema por trás de seu portal de e-commerce favorito é uma aplicação. O Internet Banking só substitui a ida à agência bancária porque também é uma aplicação, e muito bem construída. A vida de pessoas e de empresas acontece dentro de aplicações. Nos últimos 10 anos o ritmo de desenvolvimento de aplicações acelerou-se muito. A Apple Store norte-americana recebe, em média, 20 mil novos apps a cada mês. No Reino Unido, 701 novas aplicações entram em operação a cada dia. Quer sejam acessadas por dispositivos móveis ou por computadores tradicionais, as principais aplicações do mercado habitam, hoje, a nuvem. Não só as aplicações são desenvolvidas na nuvem como são processadas em servidores espalhados na nuvem e distribuídas a partir de infraestrutura de rede que também está na nuvem. Qual o desafio que este novo mundo das aplicações na nuvem traz? O controle sobre o acesso a essas aplicações.

Hoje a nuvem acolhe milhões de aplicações que não estão ordenadas, classificadas e tampouco têm seu acesso controlado. As aplicações estão na nuvem, e o caos também.

Foi-se o tempo em que, numa empresa, um setor solicitava o desenvolvimento de uma aplicação para resolver um determinado desafio e conformava-se em aguardar meses ou até anos para começar a operar o novo sistema. A velocidade da nuvem é a velocidade do desejo humano – o que o usuário buscar na nuvem, ele encontrará e usará.

É famoso o paradoxo colocado às áreas de TIC das empresas pelo serviço de armazenamento na rede Dropbox. Não são os gestores que indicam o Dropbox para seus usuários, controlam o registro deste usuário na base de dados do Dropbox, examinam o tamanho de sua caixa postal virtual e o que é guardado lá dentro. Um usuário sugere o Dropbox para outro e, em instantes, dados e documentos da corporação deixam de ser arquivados em sistemas próprios para estarem disponíveis na nuvem, numa aplicação de armazenamento que não passou pelo crivo da área de TI.

A verdade é que muitos gestores não têm visibilidade sobre que aplicações seus usuários estão utilizando. Outro valor que está em falta na política corporativa de aplicações na nuvem é o “compliance” – a certeza de que os sistemas empregados pelos usuários estão alinhados com as leis, padrões e os regulamentos que regem aquela empresa ou vertical em especial. Há uma grande ausência, também, de políticas e recursos de segurança de dados. No novo mundo das aplicações na nuvem é fundamental proteger esses sistemas contra ameaças, ações destruidoras de cibercriminosos que visam ganhar dinheiro ou poder político ou moral a partir do acesso e manipulação das informações processadas na nuvem.

O caos das aplicações rodando na nuvem é fonte de grandes preocupações para as empresas e seus gestores de TIC.

Não há, porém, como voltar atrás. A nuvem é uma realidade. Ela é formada em parte por aplicações que rodam na rede privada da corporação e em parte por aplicações “públicas” que seguirão sendo usadas pelos funcionários. É o caso, por exemplo, do WhatsApp, febre entre usuários de smartphones. As empresas usuárias não vão retroceder e retirar suas aplicações da nuvem. Os próprios fornecedores de software tomaram a frente desse movimento e não vão voltar ao passado. Microsoft, SAP, Oracle e SalesForce, entre outros líderes da empresa de software, optaram por transformar suas aplicações em serviços a serem contratados de modo pontual e mensalizado. O acesso 24x7x365 a partir de “n” dispositivos a essas e outras aplicações na nuvem continuará a crescer e ser essencial aos processos de negócios.

A nuvem é cada vez mais o modelo onde as aplicações missão crítica são processadas.

Para adicionar controle, segurança, consistência, visibilidade e compliance a esse modelo foi criada a segunda onda da computação em nuvem – o CASB. Toda vez que você se preocupar com o caos das aplicações rodando na nuvem, aprofunde seu conhecimento sobre o CASB (Cloud Access Security Broker, agente de segurança de acesso à nuvem) e encontrará consolo. Como disse Carl Jung, dentro da desordem existe a ordem. Basta localizar o fio da meada.

As soluções de CASB começam pelo descobrimento de quais aplicações corporativas estão sendo efetivamente usadas pelos funcionários da empresa. Os melhores engines de discovery irão penetrar na Shadow IT – o universo de provedores de serviços e sistemas que não seguem as melhores práticas do mercado – e cuidadosamente mapear que recursos deste mundo estão sendo usados no dia a dia da corporação. Essa fase de descobrimento costuma provocar grandes surpresas entre os gestores de TIC.

Após esta etapa a solução de CASB classifica, a partir de inteligentes regras de negócio, de compliance e segurança, que aplicações seguirão disponíveis, que aplicações serão bloqueadas. A classificação é muito detalhada e chega ao nível do campo de dados da aplicação – José pode ver e alterar este dado, Manuel nem sequer enxergará este campo.

A terceira área de atuação das melhores ferramentas CASB é centralizar o gerenciamento das aplicações na nuvem. Neste momento o papel de Broker/Mediador do CASB aparece de modo muito claro. O gerenciamento das aplicações na nuvem é uma missão e tanto, já que cada aplicação corporativa tem sua própria nuvem. O Microsoft Office 365 tem sua própria nuvem. O SalesForce tem sua própria nuvem. A solução CASB coloca ordem no caos, e alinha as várias nuvens de aplicações, quaisquer que sejam elas, à política da corporação usuária.

Com o CASB, migrar as aplicações para a nuvem torna-se uma caminhada clara, perfeitamente mapeada, feita à luz do dia.

É importante lembrar que o CASB é um conceito consolidado pelo instituto de pesquisa Gartner. Tendência que está sendo gestada desde 2012, o CASB é uma bandeira cada vez mais difundida pelo Gartner. Os mais recentes relatórios sobre o tema dizem que se em 2012 apenas 1% das empresas usavam o CASB para colocar ordem no caos das aplicações rodando na nuvem, até o final de 2016 essa marca deve chegar a 25%. A razão para isso é muito simples: a visibilidade, compliance, segurança de dados e proteção contra ameaças que o CASB garante às aplicações na nuvem é essencial para o dia a dia das corporações. Com o CASB, o caos sai de cena e a nuvem entra em ordem.

Fonte: http://www.mobiletime.com.br/

Duas em cada três empresas brasileiras estão indo para a nuvem

A computação em nuvem é uma realidade no mercado brasileiro, revela estudo da Frost&Sullivan. Tanto é assim que 41% das empresas já estão investindo em algum modelo e 42% das empresas brasileiras estão pretendendo investir até o final de 2015. Desse último grupo, 25 das empresas estarão investindo pela primeira vez.

A maioria das empresas investe no modelo de cloud privada, mas de acordo com a consultoria, o modelo híbrido será a principal opção das empresas nos próximos anos. Esta tendência está em linha com o aumento da percepção das empresas de que o melhor modelo de negócios– on-premise, privado ou público – depende da necessidade que está sendo levada em consideração.

O levantamento da Frost&Sullivan, realizado com 313 empreas nacionais, mostra que elas estão tendo um melhor entendimento sobre o conceito de cloud computing, porém ainda possuem os mesmos receios sobre a questão da falta de confidencialidade dos dados. Com segurança sendo um importante fator para investir em cloud, não é uma surpresa que fatores como infraestrutura, conectividade e SLA são citados como os mais importantes na hora de selecionar um provedor de cloud computing.

O levantamento da consultoria mostra que, hoje, o principal desafio para os provedores de cloud computing é provar ao cliente que suas operações são seguras. Muitas empresas na região ainda acreditam que enviar informações para a nuvem as deixam mais vulneráveis.

Culturalmente, as empresas brasileiras preferem centralizar o controle, e estes executivos equalizam o uso da cloud com uma perda de controle. Estas empresas ainda não perceberam que será díficil para elas estar tão bem equipadas quanto os provedores de serviços para se defender de ameaças inteligentes.

“Os provedores de serviços de cloud precisam deixar claro aos seus clientes, os esforços que estão realizando para aumentar a proteção de dados; como por exemplo, buscando certificações,” disse Guilherme Campos, analista senior de TI da Frost & Sullivan.

“A mensagem de que os dados estarão seguros e inacessíveis para outras empresas também deve ser foco na divulgação aos clientes. Essas medidas deixarão os responsáveis pelos investimentos mais tranquilos, eliminando o principal receio das empresas e consequentemente aumentando a carteira de clientes dos provedores de cloud,” completa Campos.

No final de 2015, prevê a consultoria, aproximadamente 66% das empresas brasileiras esperam ter no mínimo algum tipo de investimento na nuvem, indicando que existe uma ampla oportunidade para todos os provedores de cloud.

Fonte: http://wmonline.com.br/