A Busca do BI Perfeito – 3 Passos Indispensáveis

Muitas ferramentas estão surgindo no mercado com a qualificação de self-service BI, ou seja, realize você mesmo os seus desejos! Algo impensável e nunca antes alcançado pelos diversos gestores em suas organizações, que sempre enfrentaram o problema da má qualidade dos dados, falta de integridade entre as bases de dados e do mais primordial: saber o que deve ser medido e analisado.

A ponta deste iceberg parece que não sumiu com a chegada destas novas ferramentas, conhecidas como Data Discovery e Business Analytics. A depender do codinome que você queira adotar, a dificuldade de entrega continua a mesma. Sem caprichar na seleção, pré-processamento, transformação, e organização dos dados que irão compor qualquer análise, a tecnologia parece coadjuvante neste espetáculo, que merece ter um bom “motorista” no volante, com seu kit de boas práticas.

A preocupação do que analisar é tanta, que processos de entrevistas, mapas mentais ou simplesmente planilhar os dados desejados passam a ser considerados alternativas viáveis na ausência de técnicas robustas e eficazes. Os interessados “mergulham” em brainstorms intermináveis visando levantar, construir e entregar a encomenda que fora pedida. A tarefa deixa de ser prazerosa para ser uma atividade cansativa.

BI NA PRÁTICA - 3 PASSOS

Visando minimizar o tempo necessário para que um projeto de BI seja desenvolvido, sem mágicas à parte, é que surgiram as técnicas denominadas de Matriz de Necessidades, Fonte de Dados e Modelagem Multidimensional.

BI NA PRÁTICA - 3 ETAPAS BI COMPLETO

Matriz de Necessidades: surgiu da importância em apresentar um mapeamento de dados que ora estão armazenados nos sistemas transacionais das organizações (banco de dados, planilhas eletrônicas, arquivos texto, dentre outros) e que servirão de base para a construção de um Data Warehouse. Antes do uso da técnica Matriz de Necessidades, o levantamento de dados era realizado através de entrevistas estruturadas, frente a frente com os gestores da organização, através de perguntas que tentavam identificar elementos como as métricas de desempenho e quais os tipos de análises que os mesmos realizavam na organização, além da solicitação de apresentação de suas cópias de relatórios e planilhas eletrônicas.      

Desta maneira, foi idealizada uma nova forma de documentar os requisitos de negócio, substituindo as entrevistas por sessões programadas para reunir os participantes do projeto (gestores e técnicos) que conjuntamente descreveram um quadro contendo linhas e colunas, com as diversas relações/cruzamentos entre os indicadores e os dados existentes na organização, de forma visual, buscando documentar o que fazem, por que fazem, quais as decisões que são tomadas hoje e como esperam tomar as decisões no futuro.

Fonte de Dados: construída e refletida na busca dos dados apresentados e levantados na Matriz de Necessidades, o documento de Fonte de Dados é o principal guia que o analista de BI possui para desenvolver o seu projeto, permitindo que sejam identificados nos sistemas transacionais da organização os atributos e relacionamentos que por ventura devam ser utilizados na construção do Data Warehouse.

A Fonte de Dados tem por objetivo aumentar a compreensão por parte do analista de BI  do contexto, a solução e os processos de implementação que deverão ser desenvolvidos para que as métricas e descritores ora levantados sejam caprichosamente carregados e mantidos nas tabelas conhecidas como Fatos (métricas) e Dimensões (descritores).

Modelagem Multidimensional: terceira etapa de um projeto de BI, é ela que permite a formatação do banco em um modelo consolidado que armazenará os dados do projeto. Expõe a relação das tabelas Fato com tabelas de Dimensão, interligando-as em um modelo de dados conhecido como modelo estrela (do inglês, star schema), pois apresenta uma tabela no centro ligada por tabelas auxiliares, remetendo ao formato estelar.  A tabela central é a tabela Fato e as outras tabelas são tabelas de Dimensão.

A conjunção destas três técnicas garante a harmonia tão sonhada entre os gestores. Poder utilizar uma tecnologia de self-service com segurança e que por natureza facilita a construção de uma perspectiva que integre a dimensão tecnológica e a dimensão gerencial, facilitando o acompanhamento e direcionamento do processo, fazendo com que o gestor amplie sua autonomia em sua busca pelo conhecimento. O que restou disso, que a tecnologia de Business Intelligence direcione os conceitos e mecanismos que facilitem este processo de redesenho que estão sendo constantemente rediscutidos nesta busca pelo BI perfeito.

Fonte: http://www.binapratica.com.br/