Como cloud pode ajudar as empresas a reduzirem custos

Há tempos já não conseguimos imaginar como seria um dia de trabalho – ou de folga – sem internet, e agora estamos criando a mesma dependência em tecnologia de cloud computing (computação em nuvem). Mesmo sem perceber, a nuvem está em muitas ferramentas do nosso dia a dia: e-mail, streaming de música e filme, armazenamento de fotos, aplicativos online e outros mais.

Essa tecnologia tem revolucionado a maneira como as pessoas e empresas gerenciam suas atividades, suas comunicações e seus dados. O cloud permite que a empresa armazene e utilize conteúdo de diversas aplicações em qualquer lugar e em diferentes dispositivos. Apesar de ainda existir um certo desconhecimento sobre a tecnologia, um dos maiores benefícios trazidos é um grande atrativo para as empresas: redução de custos.

Além dos custos da infraestrutura dos aparatos tecnológicos, é preciso considerar os gastos com energia, consultoria, técnicos responsáveis, manutenções etc., que devem sair do orçamento de TI. Segundo o Gartner, o custo total de propriedade (TCO) de um sistema em geral é 60% de infraestrutura e operação.

Veja, a seguir, alguns pontos que mostram como cloud pode reduzir os custos da empresa com tecnologia:

  • Menos infraestrutura pesada e corte de gastos com TI – Os custos referentes aos equipamentos e alocação de espaço são os primeiros a serem notados (e cortados) quando uma organização começa a utilizar o serviço na nuvem, tendo uma ideia do quanto será economizado. As empresas contratadas para fornecerem cloud são responsáveis também pelo acompanhamento, manutenção, alterações e suporte das ferramentas, portanto, não há necessidade de uma equipe de TI fixa e interna, reduzindo assim os gastos com funcionários, e com um atendimento focado na experiência e segurança do usuário.
  • Flexibilidade e escalabilidade do service – Ao utilizar softwares tradicionais servidos pela internet, a empresa precisa investir em servidores (hardware), link internet, sistemas preventivos de paralisação de energia (no-breaks, geradores) que crescem conforme o uso do software. Somam-se a estes os custos operacionais de manutenção e de um técnico especializado. Ao utilizar o cloud essas despesas são transformadas de Capex (investimento normalmente alto) em Opex (aluguel, mais barato). Como o software e as informações armazenadas estão em ambiente externo, você pode contratar um plano de acordo com a necessidade do seu negócio e aumentar a capacidade conforme o crescimento da empresa, evitando desperdício de recurso ao pagar por espaço ocioso.
  • Mais segurança – Outra grande vantagem proporcionada pela nuvem é a segurança das informações e a redução dos custos com a perda de dados. Como os servidores são externos, as informações são protegidas de eventuais acidentes como incêndios, picos de luz, alagamentos etc. Esses riscos são praticamente inexistentes na nuvem, pois esta tecnologia permite criar um ambiente de TI utilizando diversos datacenters em locais diferentes, criando planos de contingência que garantem a segurança e a disponibilidade dos serviços. Além disso, são realizados backups sistemáticos de modo a garantir a segurança das informações importantes ao longo do tempo.
  • Otimização dos processos – Com mais recursos tecnológicos e menos gastos, é possível otimizar os processos da empresa, fazendo com que o trabalho seja mais rápido e eficiente. É muito capaz que essa maior agilidade reflita em um aumento da lucratividade ou crescimento do negócio.
Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside

ABNT normatiza computação em nuvem

Entrou em vigor no último dia 7, a norma ABNT NBR ISO/IEC 17788:2015, que fornece uma visão geral sobre a computação em nuvem, assim como um conjunto de termos e definições sobre o tema. Trata-se da versão em português de um trabalho realizado em cooperação entre a International Telecommunication Union (ITU), que coordena padrões internacionais para telecomunicações, e a International Organization for Standardization (ISO), uma organização internacional para padronização.

No Brasil, esse trabalho ficou a cargo de equipes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Serpro e Anatel, que trabalharam juntas por cerca de dois anos.

Luiz Guilherme Aldabalde, analista da coordenação de Tecnologia do Serpro que participou das discussões sobre a norma, explica que a criação desse documento estabelece uma referência para definição sobre o escopo e a aplicação da computação em nuvem, auxiliando o desenvolvimento dos mercados nacionais de TI e servindo de apoio às agências reguladoras. “Toda vez que se estabelece um padrão sobre uma tecnologia fica mais fácil entender o assunto, avaliar as diferenças entre fornecedores e propor melhorias. Isso significa que uma norma passa a ser uma referência para aquisição ou elaboração de algum produto e para diferenciação entre os diversos fornecedores relacionados ao segmento”, avalia.

Aldabalde destaca que a participação do Brasil na elaboração de uma norma internacional desde seu início é um fato inédito, cujo mérito deve ser dedicado à ABNT como coordenadora do grupo nacional. “Nós do Serpro participamos deste trabalho desde o princípio, quando ainda estavam sendo iniciadas as atividades na ISO. Podemos dizer, sem sombra de dúvida, que o país teve uma participação efetiva na elaboração desta norma, analisando os documentos enviados, propondo novas definições, solicitando correções e tendo seu trabalho reconhecido através da incorporação das diversas contribuições apresentadas”, acrescenta o analista.

Arquitetura

Esta primeira norma é um conjunto de termos e definições que formam uma base para a elaboração da Arquitetura de Referência para Computação em Nuvem, uma segunda norma internacional sobre o tema, cujo trabalho de tradução já foi iniciado pela ABNT e deve ser concluído ainda em 2016. A proposição de uma Arquitetura de Referência para Computação em Nuvem, completa Aldabalde, permitirá a compreensão dos diversos elementos que compõem uma solução e como esses elementos interagem entre si, dando ainda mais clareza ao mercado de computação em nuvem.

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside

Desempenho: um diferencial competitivo para apps

O termo “tolerância zero” descreve bem o grau de paciência dos usuários com relação a aplicativos móveis com performance deficiente. Segundo pesquisa do Institute of Management Studies (IMS), quase 90% dos usuários já desinstalou um app após ter uma experiência negativa. Apesar da falta de dados similares no Brasil, o estudo apresentado pelo Mobile Entertainment Forum (MEF) no final de 2014 indica forte crescimento do Mobile Banking e Mobile Commerce no País (52% e 62% de penetração, respectivamente), o que reforça a importância de garantir uma experiência de uso adequada ao usuário.

A Economia dos Aplicativos faz-se cada vez mais presente, uma vez que todo negócio hoje, seja qual for o segmento, depende de software para prosperar. Mas, se por um lado nunca foi tão fácil desenvolver um app devido à variedade de plataformas disponíveis, por outro o mercado nunca esteve tão saturado de soluções sem real apelo aos usuários. Assim, a fidelidade do público tende a se concentrar em um número muito restrito de apps que efetivamente agregam valor ao dia-a-dia de forma funcional, enquanto a maioria dos lançamentos cai no esquecimento muito rapidamente.

Nesse contexto, as soluções de APM (Application Performance Management) voltadas para a mobilidade ganham espaço entre organizações que desenvolvem apps. Empresas de todo o tipo e porte contam com ferramentas de APM há anos para gerar uma visão “fim-a-fim” dos múltiplos elementos que compõem transações e detectar a “causa raiz” de deficiências. As soluções mais robustas podem até mesmo identificar linhas de código com problemas, permitindo que as equipes de TI atuem de forma precisa para evitar reclamações “genéricas” dos usuários, como, por exemplo, de lentidão na rede.

O “app perfeito” não deve ser visto necessariamente como um destino, mas sim como uma jornada. Dessa forma, para criar um ciclo virtuoso de melhorias e atuar de forma proativa, é fundamental monitorar o desempenho dos sistemas e processos que impactam a performance, bem como criar alertas automáticos. Afinal, por mais que a equipe de desenvolvimento tenha testado um novo app antes do lançamento, é fundamental estar preparado para “crashes”, que por sua vez devem ser entendidos na sua totalidade para suportar novas versões.

Além do aspecto técnico, um desdobramento do Mobile APM está relacionado com a capacidade de alavancar os dados de uso de apps (mobile app analytics). Várias soluções nesse segmento disponibilizam informações do tipo “quem” usa um determinado app, “onde” e “quando” o acesso é realizado e “qual” o tipo de funcionalidade mais usada. Com o APM, essas análises poderão ir mais longe e eventualmente “cruzar” padrões de uso com performance, como por exemplo verificar se a incidência de “crash” é maior ou menor entre “heavy users”.

As soluções mais inovadoras integram APM com “Mobile APM” e têm o potencial de prover uma visão integrada de múltiplos ambientes e acompanhar como eles interagem entre si. Assim, essa convergência pode reduzir a complexidade de gestão, apoiar no desenvolvimento de aplicações (móveis ou não) cada vez melhores e gerar maior fidelidade dos usuários. Do contrário, marcas que optaram por investir em apps correm o risco de não ver o retorno esperado de suas ações, bem como de frustrar os clientes atuais e potenciais.

A tendência de migração do tráfego de internet móvel de sites para apps é um fato. Além de facilitar a vida dos usuários de forma original, apps de sucesso têm em comum uma grande preocupação com o desempenho. Essa é a realidade de um segmento cada vez mais exigente.

 Fonte: www.mobiletime.com.br

Duas em cada três empresas brasileiras estão indo para a nuvem

A computação em nuvem é uma realidade no mercado brasileiro, revela estudo da Frost&Sullivan. Tanto é assim que 41% das empresas já estão investindo em algum modelo e 42% das empresas brasileiras estão pretendendo investir até o final de 2015. Desse último grupo, 25 das empresas estarão investindo pela primeira vez.

A maioria das empresas investe no modelo de cloud privada, mas de acordo com a consultoria, o modelo híbrido será a principal opção das empresas nos próximos anos. Esta tendência está em linha com o aumento da percepção das empresas de que o melhor modelo de negócios– on-premise, privado ou público – depende da necessidade que está sendo levada em consideração.

O levantamento da Frost&Sullivan, realizado com 313 empreas nacionais, mostra que elas estão tendo um melhor entendimento sobre o conceito de cloud computing, porém ainda possuem os mesmos receios sobre a questão da falta de confidencialidade dos dados. Com segurança sendo um importante fator para investir em cloud, não é uma surpresa que fatores como infraestrutura, conectividade e SLA são citados como os mais importantes na hora de selecionar um provedor de cloud computing.

O levantamento da consultoria mostra que, hoje, o principal desafio para os provedores de cloud computing é provar ao cliente que suas operações são seguras. Muitas empresas na região ainda acreditam que enviar informações para a nuvem as deixam mais vulneráveis.

Culturalmente, as empresas brasileiras preferem centralizar o controle, e estes executivos equalizam o uso da cloud com uma perda de controle. Estas empresas ainda não perceberam que será díficil para elas estar tão bem equipadas quanto os provedores de serviços para se defender de ameaças inteligentes.

“Os provedores de serviços de cloud precisam deixar claro aos seus clientes, os esforços que estão realizando para aumentar a proteção de dados; como por exemplo, buscando certificações,” disse Guilherme Campos, analista senior de TI da Frost & Sullivan.

“A mensagem de que os dados estarão seguros e inacessíveis para outras empresas também deve ser foco na divulgação aos clientes. Essas medidas deixarão os responsáveis pelos investimentos mais tranquilos, eliminando o principal receio das empresas e consequentemente aumentando a carteira de clientes dos provedores de cloud,” completa Campos.

No final de 2015, prevê a consultoria, aproximadamente 66% das empresas brasileiras esperam ter no mínimo algum tipo de investimento na nuvem, indicando que existe uma ampla oportunidade para todos os provedores de cloud.

Fonte: http://wmonline.com.br/