Uso dos aplicativos móveis cresceu 58% em 2015

Estamos mais “viciados” nos aplicativos. É o que constata a nova pesquisa mundial da Flurry sobre consumo dos apps. O uso dos apps mobile cresceu de 58% em 2015 em relação ao ano anterior, sendo que 40% deles foram feitos por usuários antigos. O número de usuários que passaram a consumir mais aplicativos é alto se comparado com os últimos anos, 20% em 2014 e 10% em 2013.

Das áreas que mais tiveram crescimento, os apps de “personalização” se destacam com um aumento de 332% em 2015. De acordo com a análise, os usuários aderiram mais aos aplicativos de emojis e configurações de tela para serem usados em conversas no WhatsApp, Facebook Messenger, Line e Snapchat.

Outro setor com desempenho na casa dos três dígitos foi o dos aplicativos de “notícias e revistas”. Com 141% de aumento em relação a 2014, eles demonstraram uma mudança do consumo de conteúdo e notícias das TVs e PCs para smartphones e phablets.

Os aplicativos de produtividade aparecem com 119% de crescimento em 2015 ante 2014. A Flurry acredita que o principal motivo para o crescimento é a utilização de handsets como principal dispositivo dos estudantes do ensino médio e superior, pois a maioria utilizaria apps de e-mail e documentos como Gmail, Google Docs, Quip, Slack e Microsoft Office.

No entanto, o “sinal vermelho” acende para os games. O consumo de jogos em dispositivos móveis recuou 1% quando comparado ao cenário do ano anterior, mas eles podem ter uma oportunidade de crescer por meio de novos conteúdos para os phablets.

Phablet, o fator dominante

A categoria de celular com telas acima de 5,5 polegadas é considerada promissora pela pesquisa. Ela foi que mais cresceu em tempo de uso entre os dispositivos móveis, 334%, bem superior a média de 117% de tablets e smartphones de telas pequenas, médias e grandes;  além de responder por 27% dos handsets vendidos no período de festas.

Segundo a Flurry, o phablet deve se tornar o fator dominante da indústria mobile a partir do 1º trimestre de 2017, com 52% dos aparelhos no setor, seguido por 29% dos smartphones de tela média e pequena. Um dos principais fatores para o seu desenvolvimento deverá ser a adoção dos telefones de tela grande e seus apps por empresas de TV por assinatura.

Fonte: www.mobiletime.com.br

Apps de sucesso: o que as pessoas procuram?

Vivemos na era dos aplicativos e não há como fugir. Contamos com estas plataformas para saber como está o trânsito, avaliar qual o melhor caminho para chegar em casa, nos comunicar com amigos e familiares – seja por mensagens de texto ou através das redes sociais – e diversas outras atividades básicas do dia a dia. Por isso, quem investir neste mercado pelos próximos anos certamente terá sucesso.

Sabemos que hoje são mais de 1,8 milhão de apps disponíveis para serem baixados. Mas se engana quem pensa que não há mais o que inventar. Se parar para pensar, há sempre uma oportunidade para criar algo inovador. Às vezes a ideia surge no momento em que menos se espera, como em uma conversa com os amigos, por exemplo. Mas quem atua nesta área não pode aguardar o conceito surgir. É preciso conhecer bem o mercado de atuação para conseguir avaliar as melhores oportunidades.

Contudo, é sabido que por trás de um simples aplicativo de troca de mensagens há uma complexa arquitetura tecnológica. O programador muitas vezes define quais são as melhores funções que pretende criar, mas há uma demora tão grande no desenvolvimento que quando o app fica pronto já surgiu outro similar. Por isso, é preciso buscar alternativas que ajudem a acelerar a criação da plataforma, como ferramentas de automatização de desenvolvimento, para que assim a maior parte do tempo investido seja na concepção de boas ideias.

E se engana quem pensa que se destacar significa criar apps ultra mega elaborados. Muito pelo contrário, fazer o simples é o mais difícil. E é exatamente isso que as pessoas querem. Um estudo realizado pela Nielsen Analytics mostra que os aplicativos de utilidade e produtividade cresceram cerca de 150% no último ano. Os usuários dos dispositivos móveis buscam facilidade e praticidade.

Mas para criar um bom aplicativo outros pontos também devem ser considerados. Um bom design, por exemplo, é fundamental, assim como uma boa usabilidade. Também não adianta desenvolver para apenas uma plataforma. Este mercado está cada vez mais divido e atingir todos os públicos é a melhor opção. Também vale ficar de olho nas avaliações que os usuários fazem de plataformas similares para não errar.

Quem acompanha o noticiário de TI sabe que os investimentos em mobilidade por parte das empresas só cresce. Uma pesquisa realizada pela IDC Analyze the Future, por exemplo, aponta que em 2015 o acesso à internet via dispositivo móvel será maior do que via PC ou notebook. Com este dado, não é difícil concluir que o número de apps só tende a aumentar.

Por isso, este setor demanda cada vez mais profissionais qualificados e preparados, que tenham boas ideias e sejam ágeis no desenvolvimento, afinal, ninguém quer perder o timing para a concorrência. Existem muitas oportunidades nesta área e os interessados em seguir esta carreira devem se preparar. Certamente, vale a pena investir na carreira de desenvolver mobile.

Fonte: http://www.mobiletime.com.br/