A ”nuvem humana”: a nova (e mais barata) forma de pensar em serviços

A computação em nuvem e a mobilidade, novidades que a tecnologia trouxe para o mundo dos negócios neste início de século parecem estar se tornando os principais alicerces da chamada transformação digital. Este conceito, ainda polêmico e sem consenso entre executivos e empreendedores, envolve transformações que vão além da automatização de processos.

Muito além do seu irmão mais velho, o e-commerce, e muito mais que o marketing digital, a transformação digital permite a criação de novos modelos de negócios que trazem produtos cada vez mais “tecnológicos” que prometem transformar de forma definitiva as relações entre as empresas, seus funcionários e seus clientes.

Da mesma forma que a máquina a vapor,  no século XIX, viabilizou e motivou a revolução industrial, a transformação digital certamente trará impactos importantíssimos em todos os ramos de negócios. Mas poucas áreas terão mudanças tão expressivas quanto aquelas relacionadas à serviços de uma forma geral, principalmente os profissionais.

Novos modelos de negócio revolucionam os setores onde atuam. O Uber mudou o segmento de mobilidade pessoal ponto a ponto, antes, privilégio dos táxis urbanos, com serviços melhores e mais baratos. O Airbnb, chacoalhando um setor que há muito parecia estabilizado e sem grandes mudanças. Outras com a LendingTree nos Estados Unidos estão mudando a forma e a relação entre pessoas e instituições financeiras no que tange a modelos de fornecimento de empréstimos.  Até o aparentemente ingênuo do Whatsapp muda a forma como as pessoas, empresas e até famílias se comunicam e quebram as estruturas, até outro dia indestrutíveis, das empresas de telecomunicação.

E o nosso mercado de consultoria?  Será que este também irá ser transformado?  Não tenho dúvida nenhuma.  E vai levar muito menos tempo do que se imagina, apesar de algumas objeções que tenho escutado. Consultoria é um mercado cuja base é a disseminação de conhecimento e experiência. Muitos dizem que os serviços de consultoria através da chamada “nuvem humana” (human cloud), é iniciativa que já nasce morta, principalmente no Brasil, porque as pessoas aqui querem o olho no olho, o cafezinho. O relacionamento cria a confiança necessária.  É uma meia verdade!

Imagine que o Uber é uma plataforma onde pedimos um veículo que não conhecemos com um estranho como motorista para nos buscar muitas vezes em nossa casa. Pedimos às vezes para levar nossos filhos na escola. Enfim, porque a gente confia no Uber. A segurança da plataforma, a certificação dos motoristas, a reputação e outras credenciais que estão por trás do aplicativo garantem que a instituição é confiável. O resto é referenciabilidade.

O conceito da transformação digital leva o serviço de consultoria a um outro nível de eficácia e custo/benefício.  É uma plataforma colaborativa que reúne clientes, especialistas e consultores certificados e metodologias comprovadas conectados em uma “nuvem humana” de competências e demandas onde projetos podem ser especificados, gerenciados e entregues de maneira racional, personalizada e sob demanda. A racionalização trazida pela plataforma pode ser transferida ao cliente final, levando a custos bem mais acessíveis com nenhuma perda de qualidade. Existe, sim, quebras de paradigmas, mas como tudo neste novo ambiente, é uma questão de pouco tempo. Os serviços na medida certa e a preços convidativos certamente compensarão. Aguardem, em breve, traremos novidades!

Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside/webinside

ERP na nuvem: como decidir pela mudança

Os sistemas de gestão empresarial (conhecidos como ERP) estão entre os mais relevantes tópicos dos negócios da atualidade pelo fato de conectarem as organizações com fontes de dados e processos estratégicos a fim de mantê-la competitiva. O outro lado da moeda, entretanto, é que eles podem dificultar a inovação e prejudicam a agilidade.

Nos tempos modernos, que predominam as transformações digitais e nuvem, os usuários de ERP enfrentam um dilema: a difícil decisão entre abandonar seu sistema de tradicional e migrar para a nuvem, ou manter tudo como está.

As dúvidas são comuns entre os tomadores de decisões. Seguir adiante em busca de inovações com melhores extensões? Ou começar novamente, criando uma nova arquitetura para as principais iniciativas no mundo digital? Independentemente da decisão, estas opções terão um impacto em cada empresa, de acordo com sua estratégia de mercado.

Como definir o melhor caminho? Ainda que dependa de diversos fatores, sendo que um deles se destaca. Trata-se da velocidade das mudanças – tanto da sua própria empresa, quanto do setor em que atua .

Essas ambições exigem mudanças rápidas no modelo e a opção é clara: começar imediatamente a construir uma nova arquitetura. Por outro lado, se seus negócios são estáveis e a a principal necessidade é a eficiência operacional, não é problema continuar no modelo tradicional um pouco mais.

As empresas que atuam nos setores de telecomunicações, bancos, hotelaria, saúde, educação, tecnologia e varejo – todas afetadas pelas inovações digitais – devem mudar com rapidez. O sucesso ou a sobrevivência requerem transformações essenciais para apoiar novos consumidores, canais, serviços, modelos de faturamento, KPIs,…… E, os sistemas e processos de hoje são um obstáculo para esse movimento.

Mas nem sempre a mudança é conduzida por fatores externos. Alguns requisitos internos podem influenciar os modelos de negócios de certas indústrias adjacentes, como por exemplo, as empresas de telecomunicações estão se movendo para o setor de segurança para o lar com serviços de monitoramento). Nesses casos, existem duas opções: a renovação do ERP com novas divisões ou existentes – modernização divisional do ERP no modelo apresentado anteriormente – ou iniciar uma transformação mais ampla com uma renovação completa de sistemas e processos.

O melhor caminho depende da capacidade que a empresa tem para mudar. Se a sua cultura e seus líderes são abertos às mudanças, você deveria realizá-la em sua essência, pois é a trilha mais ágil para acelerar a transformação em escala.

Por outro lado, empresas de setores relativamente estáveis – serviços, produtos químicos, setor público e de manufatura, por exemplo, podem conduzir esse processo por meio de melhorias progressivas. Para tanto, o mais simples é a evolução do ERP. É possível otimizar seus investimentos com a redução de custos específicos (excelência operacional, no modelo anterior) ou realizar melhorias na entrega comercial, com extensões otimizadas (inovação no limite). Em muitos casos, ambas deverão ser realizadas. A estratégia é aproveitar os ativos e obter lucros incrementais em termos de redução de custos.

Para as empresas que optam por uma renovação completa, a solução de ERP em nuvem oferece uma plataforma ágil, início rápido, avanços na gestão, redução de custos e relatórios e análises aprimoradas. Por experiência, a melhor abordagem é mudar os processos atuais para a nuvem, passo a passo, em sequências rápidas de 90 dias.

As empresas que optarem pela otimização de seus sistemas, existe a possibilidade de ampliar as principais capacidades ERP locais com extensões de alto valor, como aplicativos avançados de relatórios, planejamento e orçamento, suprimento, gestão de talentos e outras. Este modelo híbrido ajuda a alcançar o mais baixo custo de propriedade por meio dos serviços gerenciados na nuvem e infraestrutura convergente.

Em resumo: a mudança não está chegando, ela já chegou.

Fonte: http://www.baguete.com.br/

Palpites para a indústria móvel em 2016

Com a virada de ano, a tendência a brincar de prever o futuro é quase irresistível. Aqui vão alguns palpites que tenho para os próximos meses nas indústrias de tecnologia, internet, mídia e entretenimento.

1. No meio de todo o barulho das redes sociais e da enxurrada de informação, o SMS torna-se relevante novamente como uma forma confiável, barata e fácil de repassar conteúdo de empresas aos consumidores. Serviços de faturamento, o mercado de SMS, de geolocalização e de segurança o aproveitam bastante.

2. Crianças não querem mais doces, querem tecnologia móvel. O número de crianças com celulares cresce sem parar, impactando na forma em que iremos nos comunicar com eles dentro de alguns anos.

3. O varejo não utiliza realmente beacons ou aplicativos de geolocalização, mas é exatamente por isso que são estratégicos e relevantes para varejistas que querem ser reconhecidos como expoentes em tecnologia. Não atingirá as massas, mas continua interessante.

4. A privacidade torna-se um recurso estratégico para negócios que dependem de informações dos usuários. A disputa entre segurança pública e privada continua, mas de agora em diante os consumidores terão a palavra final sobre isto. A Europa privilegia a privacidade, os Estados Unidos privilegiam a segurança, e o resto do mundo assiste e aprende com suas experiências.

5. Pelo menos 15 empresas na lista das 500 da Forbes serão hackeadas e os dados de seus consumidores serão expostos. A segurança também importa aos consumidores.

6.  O número de pessoas procurando por tomadas aumenta, enquanto ninguém resolveu o problema das baterias. Elon Musk, estou contando com você.

7. A automação ganha espaço na sua casa, no seu carro, nas tarefas repetitivas em seu celular. Dispositivos móveis (e os relógios) são ótimos controles remotos, no final das contas.

8. Carteiras eletrônicas não acrescentam muito onde a indústria financeira for tecnologicamente madura, como no Reino Unido e no Brasil.

9. Redes sociais funcionam melhor em um contexto e com interação humana; afinal de contas, estamos em uma conversa. As marcas começam a perceber que robôs não servem para tudo, especialmente para falar com a geração Y.

10. A indústria musical se reinventa em torno dos serviços de streaming, o novo centro gravitacional da música. A Apple, o Google e outros gigantes começam a agir como gravadoras, fechando propostas, lançando carreiras e promovendo conteúdos. Artistas de sucesso não precisam de streaming livre, leve e solto de sua arte. A indústria começa a se concentrar em alguns serviços de streaming para continuar relevante.

11. Video on demand (VOD) é a nova TV, já que os esportes, as notícias ao vivo e os shows são as únicas coisas que prendem os telespectadores aos canais tradicionais de TV. Provedores de TV a cabo tornam-se provedores de internet e não ligam mais para a abundância de canais e conteúdo, uma vez que é mais lucrativo manter relevante a infraestrutura da internet.

12. Relógios, pulseiras, fones de ouvido, óculos, aparelhos com IoT estão aqui para ficar e se tornarem, devagar e silenciosamente, comuns. Se você acordar e se sentir um ciborgue, não se assuste. Afinal, estamos em 2016

Fonte: http://www.mobiletime.com.br/

Como cloud pode ajudar as empresas a reduzirem custos

Há tempos já não conseguimos imaginar como seria um dia de trabalho – ou de folga – sem internet, e agora estamos criando a mesma dependência em tecnologia de cloud computing (computação em nuvem). Mesmo sem perceber, a nuvem está em muitas ferramentas do nosso dia a dia: e-mail, streaming de música e filme, armazenamento de fotos, aplicativos online e outros mais.

Essa tecnologia tem revolucionado a maneira como as pessoas e empresas gerenciam suas atividades, suas comunicações e seus dados. O cloud permite que a empresa armazene e utilize conteúdo de diversas aplicações em qualquer lugar e em diferentes dispositivos. Apesar de ainda existir um certo desconhecimento sobre a tecnologia, um dos maiores benefícios trazidos é um grande atrativo para as empresas: redução de custos.

Além dos custos da infraestrutura dos aparatos tecnológicos, é preciso considerar os gastos com energia, consultoria, técnicos responsáveis, manutenções etc., que devem sair do orçamento de TI. Segundo o Gartner, o custo total de propriedade (TCO) de um sistema em geral é 60% de infraestrutura e operação.

Veja, a seguir, alguns pontos que mostram como cloud pode reduzir os custos da empresa com tecnologia:

  • Menos infraestrutura pesada e corte de gastos com TI – Os custos referentes aos equipamentos e alocação de espaço são os primeiros a serem notados (e cortados) quando uma organização começa a utilizar o serviço na nuvem, tendo uma ideia do quanto será economizado. As empresas contratadas para fornecerem cloud são responsáveis também pelo acompanhamento, manutenção, alterações e suporte das ferramentas, portanto, não há necessidade de uma equipe de TI fixa e interna, reduzindo assim os gastos com funcionários, e com um atendimento focado na experiência e segurança do usuário.
  • Flexibilidade e escalabilidade do service – Ao utilizar softwares tradicionais servidos pela internet, a empresa precisa investir em servidores (hardware), link internet, sistemas preventivos de paralisação de energia (no-breaks, geradores) que crescem conforme o uso do software. Somam-se a estes os custos operacionais de manutenção e de um técnico especializado. Ao utilizar o cloud essas despesas são transformadas de Capex (investimento normalmente alto) em Opex (aluguel, mais barato). Como o software e as informações armazenadas estão em ambiente externo, você pode contratar um plano de acordo com a necessidade do seu negócio e aumentar a capacidade conforme o crescimento da empresa, evitando desperdício de recurso ao pagar por espaço ocioso.
  • Mais segurança – Outra grande vantagem proporcionada pela nuvem é a segurança das informações e a redução dos custos com a perda de dados. Como os servidores são externos, as informações são protegidas de eventuais acidentes como incêndios, picos de luz, alagamentos etc. Esses riscos são praticamente inexistentes na nuvem, pois esta tecnologia permite criar um ambiente de TI utilizando diversos datacenters em locais diferentes, criando planos de contingência que garantem a segurança e a disponibilidade dos serviços. Além disso, são realizados backups sistemáticos de modo a garantir a segurança das informações importantes ao longo do tempo.
  • Otimização dos processos – Com mais recursos tecnológicos e menos gastos, é possível otimizar os processos da empresa, fazendo com que o trabalho seja mais rápido e eficiente. É muito capaz que essa maior agilidade reflita em um aumento da lucratividade ou crescimento do negócio.
Fonte: http://convergecom.com.br/tiinside